O que assustou Carlos*, que já tinha a próstata aumentada

O que assustou Carlos*, que já tinha a próstata aumentada

O que assustou Carlos*, que já tinha a próstata aumentada, foi descobrir, por meio de uma ressonância, que sua próstata media 80 gramas. Embora ele convivesse com sintomas urinários há anos, esse número trouxe medo e muitas dúvidas. Casos como esse são comuns e ajudam a entender melhor as opções atuais de tratamento da próstata aumentada.

Um caso real de próstata aumentada

Carlos*, nome fictício para preservar a identidade, procurou atendimento em outubro de 2023. Ele morava no interior do Paraná e já fazia uso de tansulosina havia vários anos.
Com o medicamento, ele urinava de forma razoável. Contudo, o jato era mais lento e a urgência aparecia quando a bexiga ficava cheia. Além disso, ele acordava duas vezes à noite para urinar.

Apesar desses sintomas, Carlos se considerava adaptado ao tratamento clínico. Porém, a intenção de reduzir o tamanho da próstata levou à realização de uma ressonância magnética.

O impacto do resultado da ressonância

O exame mostrou uma próstata com 80 gramas. Esse achado assustou o paciente, pois ele associava tamanho elevado a cirurgias maiores.
Por causa desse volume, a primeira opção discutida foi a enucleação da próstata com laser (Rolep). Essa técnica é muito eficaz para próstatas grandes e oferece excelentes resultados funcionais.

A busca por alternativas menos invasivas

Carlos decidiu estudar outras possibilidades. Ele pesquisou, assistiu a vídeos e leu sobre o Rezūm, um tratamento feito com vapor de água.
Essa técnica é considerada minimamente invasiva. Contudo, o volume prostático de 80 gramas representa o limite superior para sua indicação.

Após alinhar expectativas, optamos pelo Rezum. A decisão levou em conta o desejo do paciente, os sintomas e a possibilidade real de benefício.

Como foi o procedimento

O tratamento ocorreu ainda em outubro de 2023. O procedimento durou cerca de cinco minutos e foi realizado em consultório.
Após a sedação, Carlos permaneceu em observação por uma hora. Em seguida, ele recebeu alta com uma sonda urinária discreta, acomodada dentro da roupa íntima.

Carlos retornou à sua cidade no mesmo dia. A retirada da sonda ocorreu após sete dias, sem intercorrências.

A recuperação e a evolução clínica

Durante o primeiro mês, Carlos manteve a medicação para a próstata. Esse período é importante, pois a próstata precisa desinflamar após o Rezūm.
Cerca de 40 dias depois, em uma teleconsulta, ele relatou grande melhora. Carlos já urinava sem o remédio e com fluxo melhor do que antes, mesmo quando usava a tansulosina.

Esse é exatamente o objetivo do tratamento. Ou seja, permitir que o homem urine melhor e sem dependência de medicação.

Resultado a médio prazo

Um ano após o procedimento, Carlos realizou uma ecografia de controle. O exame mostrou redução do volume prostático de 80 para 60 gramas.
Essa diminuição de 20 a 30% está dentro do esperado para o Rezūm. Mais importante do que o número foi o resultado clínico. Carlos permaneceu satisfeito e sem sintomas relevantes.

O que esse caso ensina

O que assustou Carlos*, que já tinha a próstata aumentada, foi o tamanho identificado no exame. Contudo, o caso mostra que nem sempre volumes elevados exigem cirurgias mais invasivas. Em suma, a escolha do tratamento deve considerar sintomas, expectativas e exames. Com orientação adequada, é possível alcançar bons resultados e melhorar a qualidade de vida.

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