Câncer de próstata: acompanhe uma cirurgia robótica

Câncer de próstata: acompanhe uma cirurgia robótica

Câncer de próstata: acompanhe uma cirurgia robótica e entenda como a tecnologia pode transformar o tratamento da doença. A cirurgia robótica se tornou uma das técnicas mais precisas na urologia moderna, pois permite movimentos delicados, visão ampliada e menos sangramento. Hoje, vamos revisar um caso real que traz uma grande lição sobre diagnóstico, reavaliação e decisão cirúrgica.

Um caso que mudou o rumo do tratamento

O paciente tinha 66 anos e morava fora de Curitiba. Ele buscou atendimento após um PSA de 12, valor acima do esperado para a idade. Durante a primeira teleconsulta, ele já trazia uma biópsia feita em sua região, que apontava um Gleason 6, o grau mais baixo do câncer de próstata.
Nessas situações, muitas vezes indicamos vigilância ativa, pois o tumor pode evoluir lentamente. Contudo, a avaliação não termina na primeira biópsia. É essencial acompanhar o PSA com o passar dos meses.

O PSA subiu e acendeu o sinal de alerta

Quatro meses depois, o PSA subiu para 17. Esse aumento rápido levantou suspeitas, por causa da velocidade de progressão. A ressonância da próstata mostrou uma lesão PIRADS 4 de 1,2 cm, indicando risco elevado de tumor clinicamente significativo.
Nesse cenário, repetir a biópsia se torna obrigatório. A evolução do PSA, associada à imagem suspeita, sugeria que o primeiro diagnóstico poderia estar incompleto.

A segunda biópsia revelou a verdadeira gravidade

A nova biópsia — guiada por fusão, que combina ressonância e ultrassom — trouxe um resultado diferente. O tumor era um Gleason 7 (4+3), classificado como ISUP 3, ou seja, um câncer de próstata de risco intermediário que já exige tratamento curativo.
Essa mudança reforça uma lição importante: o câncer de próstata pode parecer indolente no início, mas nem sempre o é. Avaliações periódicas evitam atrasos no tratamento e aumentam muito as chances de cura.

Por que a cirurgia robótica é tão importante nesse caso

Diante desse novo diagnóstico, a melhor indicação foi a prostatectomia robótica, uma técnica que oferece controle superior ao cirurgião.

O sistema robótico permite:

  • movimentos precisos em áreas profundas da pelve
  • visão ampliada em 3D
  • menor risco de sangramento
  • recuperação mais rápida
  • preservação mais segura dos nervos da ereção

Esses benefícios fazem diferença, pois impactam diretamente a continência urinária e a função sexual após o tratamento.

O procedimento e a chance real de cura

No Hospital Nossa Senhora das Graças, a cirurgia ocorreu com o paciente posicionado e o robô acoplado ao campo operatório. O cirurgião trabalhou no console, enquanto os braços do robô executavam movimentos delicados.
O objetivo foi retirar toda a próstata e eliminar o tumor. Em casos como esse, a cirurgia oferece excelente chance de cura, especialmente quando o tumor ainda está confinado ao órgão.

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